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terça-feira, maio 09, 2006

O futuro do Ensino Superior: Bolonha!

Depois das reflexões que temos feito em aula sobre a Europa, já todos nós diagnosticamos e sabemos quais os problemas actuais que afectam o nosso continente. A sociedade em rede, a China e os Estados Unidos estão aí e portanto é necessário cada vez mais uma política de convergência relativamente aos nossos parceiros do velho continente e de aumento da produtividade face a aos paises atrás referidos. Neste sentido, para colmatar em parte este défice, foi assinado em Junho de 1999, pelos Ministros da Educação de 29 Estados Europeus, entre os quais Portugal, a Declaração de Bolonha, com o objectivo claro do estabelecimento, até 2010, do Espaço Europeu de Ensino Superior.
Este processo representa um desafio muito importante, visto que visa transformar a Europa num espaço económico mais dinâmico e competitivo face a outros paises do mundo, baseado no conhecimento e capaz de garantir um crescimento sustentável, com mais e melhores empregos e com maior coesão social.
Desta forma, procuram-se criar novos hábitos que vêm mudar consideravelmente o mundo académico europeu. Na minha opinião, propõe criar condições fundamentais para que os estudantes, em particular, e a sociedade, em geral, criem gosto pelo saber e pelo conhecimento, ou seja, no fundo incita a uma participação mais activa dos alunos na vida da escola. Para além deste maior envolvimento dos estudantes na gestão da sua carreira, este avanço promove também uma aprendizagem constante ao longo das suas vidas, bem como uma maior atractibilidade do ensino superior. Resumindo, estamos então na presença de um ensino mais coerente, compatível, competitivo, coeso e atractivo para todos os europeus.
Muitas vezes temos a sensação que os nossos cursos são demasiado teóricos, massudos, centrados na figura do docente e que não nos ajudam a questionar e a pôr em prática aquilo que aprendemos, antes obrigam-nos somente a interioriozar o saber. Pois bem, com o processo de Bolonha tudo isto sai alterado, ou pelo menos na teoria parece que sim. O aluno torna-se muito mais um profissional académico, ou seja, a aprendizagem é encarada como uma profissão e a partir daqui o estudante sai a ganhar, visto que tudo se direcciona no sentido de uma preparação mais eficaz para a entrada no mercado de trabalho. Para além disto, este processo pressupõe uma acentuada componente prática, no sentido da realização de mais trabalhos em grupo, que visam preparar os discentes para a verdadeira realidade das empresas actuais, que constantemente realizam tarefas em equipa.
Daí o papel do professor sair então também ele alterado: procura ser mais um orientador no sentido de encaminhar o aluno ao longo do seu percurso universitário. Neste sentido responsabilidade torna-se uma palavra essencial no dicionário estudantil, visto que cada indivíduo tem um papel mais activo na gestão da sua carreira profissional. No fundo, está mais entregue a ele próprio, encontrando-se mais preparado para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo (beneficia o aluno e beneficiam as empresas).
Para concluir, resta-me então afirmar que os valores de Bolonha estão alinhados com os que temos estudado ao longo deste semestre, ora vejamos: Com tudo isto os cursos não duram mais de três anos, o que faz com que estejamos na presença dos chamados ciclos curtos; Não só os alunos, mas também os professores podem frequentar outras faculdades do espaço europeu, o que mostra a grande mobilidade que todo este processo pretende implantar; Temos falado também na constante convergência e unidade que o mundo tem vindo a sofrer (globalização). É neste sentido que o processo de Bolonha pretende actuar, ou seja, ligar as nações, os pólos de conhecimento e corresponder à construção de um Espaço Europeu de Ensino Superior comum e coeso; Outro aspecto importante é a promoção mais acentuada da criatividade e competitividade. Com todo o carácter prático que se quer implementar, pretende-se que os "profissionais do estudo" marquem pela diferença ("Império do Novo"). Assim, pede-se aos mesmos que criem e inovem, visto ser este um dos problemas mais falados do nosso continente.